quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tumtumtum


"Vem cá
Me dá aqui a sua mão
Coloca sobre meu peito
Agora escute
Olha o tumtumtum
Você pode me ouvir?
É pra você, seu besta!
É por você que meu coração bate! (Ele, que de tanto bater, parou sem querer outro dia)
Posso confessar?
Jura que vai acreditar em mim?
A verdade é que estou de saco cheio de histórias românticas
Meus casos de amor já não têm a menor graça
Será que você me entende?
Eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pro mundo
Não!! Eu escrevo porque eu sou uma maluca
Minha vida é real demais
Um filme B pra ser mais exata
E eu não acho graça em amores sem final feliz
Mas hoje eu estou cansada
Estou cansada de mentiras
De realidade
De telefone mudo
E de músicas sem letra
Me deixa ser egoísta
Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim
E quero ser preservada
Me deixa de fora de suas mentiras
E dessa conversa fiada
Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas
E eu quase acredito em você
Não precisa gostar de mim se não quiser
Mas não me faça acreditar que é amor
Caso seja apenas derivado
Não me diga nada. (Ou me diga tudo)
Não me olhe assim
Você diz tanta coisa com um olhar
E olhar mente, eu sei!
E eu sei por que aprendi.
Meu coração está rouco agora
GRAVE! Você percebe?
Escuta só como ele bate
O tumtumtum não é mais o mesmo
Não quero dizer que o tempo passou
Que você passou
Que a ilusão acabou
Apesar de tudo ser um pouco verdade
O problema não é esse
Eu não me contento com pouco (não mais)
Eu tenho MUITO dentro de mim
E não estou a fim de dar sem receber nada em troca.
Essa coisa bonita
De dar sem receber
Funciona muito bem
Em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta.
Mas eu não moro em igreja
Não sou santa
Não evoluí até esse ponto
E só vou te dar se você me der também."

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